Trabalho escravo em Gurupi: 15 pessoas são resgatadas em fazenda de café

Muitas pessoas ainda são enganadas com falsas promessas de trabalhadores e empresas. Infelizmente,  foi assim que aconteceu 15 homens e rapazes, que foram resgatados na cidade de Gurupi, em Tocantins, na semana passada. Eles estavam há meses trabalhando com a colheita do café na fazenda Córrego de Gurupi, em péssimas condições.

Falta de condições e muita miséria no local

A casa em que foram abrigados estava literalmente “caindo aos pedaços”. O telhado da varanda já despencou e o fim parece breve para o forro interno. As condições para dormir, de higiene e alimentação eram desumanas. No início, conta um dos jovens, chegaram a ficar três dias trabalhando sem comer, pois o empregador não forneceu nem o fogão, nem o gás, nem os alimentos que havia prometido.

As condições ilegais se estenderam para os equipamentos de trabalho. Na colheita do café é necessária uma máquina para realizar o trabalho, de valor médio de R$ 2 mil. Cada trabalhador da fazenda foi obrigado a comprar a sua e pagar pela gasolina que gastava. Uma situação totalmente irregular.

Depoimento forte de uma das jovens escravizadas

Um dos trabalhadores teve desconto de R$ 1 mil em uma quinzena de produção. Não recebeu praticamente nada nessa remessa. “Mas o que mais deu raiva foi o roubo na produção”, conta um dos jovens, de 22 anos. Funcionava assim: eles colhiam 55 sacas de café, de acordo com suas contas, mas na contagem do dia o administrador anotava 30. “Não adiantava discutir. Ele começava a gritar e a bater nas coisas”, conta. Com essa e outras fraudes, o administrador diminuía as comissões que pagava a eles.

Vale a pena realçar que você é protegido pelas Leis brasileiras do trabalho. Por isso mesmo, caso sinta que está sendo explorado ou até mesmo escravizado pelo sua empresa, não tenha receio em denunciar tudo o que está acontecendo.

Hugo Dias

Editor- Chefe: Hugo Dias é formado em publicidade e direito pela USP. Ele teve passagem pelos principais meios de notícias nas mídias sociais brasileiras. Com amor e dedicação ao jornalismo, atualmente João está à frente da redação do “INotícia”.