As negociações de paz entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos foram retomadas nesta quarta-feira (18) em Genebra, marcando um momento crucial no conflito que está prestes a completar quatro anos. O encontro ocorre sob forte pressão do presidente americano Donald Trump, que tem cobrado publicamente avanços no processo de paz entre as nações envolvidas.
As conversações acontecem em um contexto de crescente tensão diplomática, com Trump fazendo declarações repetidas nos últimos dias sugerindo que cabe à Ucrânia e ao presidente Volodymyr Zelensky tomarem medidas concretas para garantir o sucesso das negociações de paz. O presidente americano afirmou na segunda-feira que “a Ucrânia precisa se sentar à mesa de negociações rapidamente”, segundo relatos de repórteres presentes.
Críticas de Zelensky às Declarações de Trump
Em entrevista ao site americano Axios, publicada na terça-feira (17), Zelensky teria manifestado descontentamento com a postura pública de Trump. O presidente ucraniano alegou que “não era justo” que Trump continuasse pedindo publicamente à Ucrânia, e não à Rússia, que fizesse concessões nas negociações de paz.
Segundo o líder ucraniano, essa abordagem cria uma pressão desproporcional sobre o país que foi invadido. Zelensky expressou esperança de que as declarações públicas de Trump sejam apenas uma tática de negociação e não uma posição definitiva do governo americano.
Questão Territorial Permanece Como Obstáculo Principal
Durante a entrevista ao Axios, Zelensky também deixou claro que qualquer plano exigindo que a Ucrânia cedesse território que a Rússia não tivesse capturado na região leste de Donbas seria rejeitado pelos ucranianos. O presidente ucraniano afirmou que tal proposta não seria aprovada caso fosse submetida a referendo popular no país.
A questão territorial permanece como um dos principais pontos de divergência nas negociações de paz. A posição firme de Zelensky reflete a resistência da população ucraniana em aceitar a perda de territórios, conforme indicam pesquisas de opinião recentes no país.
Relação com Negociadores Americanos nas Negociações de Paz
Apesar das críticas às declarações públicas de Trump, Zelensky agradeceu novamente ao presidente americano por seus esforços de pacificação. Adicionalmente, o líder ucraniano disse ao Axios que suas conversas com os principais negociadores americanos, o enviado Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente, têm sido mais equilibradas.
Segundo Zelensky, essas conversações com os representantes diretos de Trump não envolveram o mesmo tipo de pressão pública que o presidente americano tem exercido. Essa distinção sugere uma estratégia diplomática em múltiplas camadas por parte da administração americana.
Contexto do Conflito e Pressão Internacional
O conflito entre Ucrânia e Rússia está prestes a completar quatro anos na próxima semana, tornando as negociações de paz ainda mais urgentes. A retomada das conversações em Genebra acontece em um momento em que a comunidade internacional intensifica esforços para encontrar uma solução diplomática.
Meanwhile, a pressão americana sob a liderança de Trump marca uma mudança de abordagem em relação ao governo anterior. A administração atual demonstra maior urgência em buscar um acordo, mesmo que isso signifique aplicar pressão pública sobre a Ucrânia.
O desfecho das negociações de paz em Genebra permanece incerto, e ainda não há previsão de quando um possível acordo pode ser alcançado. As próximas rodadas de conversações devem definir se as partes conseguirão superar as divergências sobre questões territoriais e garantias de segurança.









