A mineradora de cobre Antofagasta registrou um crescimento expressivo em seu lucro e receita em 2025, impulsionada pelos preços robustos do cobre e elevados créditos de subprodutos. A companhia anunciou um lucro antes de impostos e itens excepcionais de US$ 3,16 bilhões no período, representando um aumento de 53% em comparação com o ano anterior, conforme balanço divulgado nesta terça-feira (17).
A receita anual da Antofagasta apresentou crescimento de 30%, saltando de US$ 6,61 bilhões para US$ 8,6 bilhões. Além disso, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) atingiu um recorde de US$ 5,20 bilhões, enquanto a margem Ebitda aumentou nove pontos porcentuais, alcançando 60%.
Desempenho financeiro robusto da mineradora de cobre
Os resultados financeiros da Antofagasta refletem o cenário favorável do mercado de cobre durante 2025. O desempenho excepcional foi sustentado pela combinação de preços realizados consistentes do metal e pela contribuição significativa dos créditos de subprodutos gerados pelas operações da companhia.
A margem Ebitda de 60% demonstra a eficiência operacional da mineradora em converter receita em lucro operacional. Este indicador representa uma melhoria substancial em relação ao ano anterior, evidenciando a capacidade da empresa de gerenciar custos enquanto maximiza a rentabilidade de suas operações de mineração.
Dividendos e retorno aos acionistas
Como parte de sua política de distribuição de resultados, a Antofagasta anunciou um dividendo final recomendado para 2025 de 48 centavos de dólar por ação. Segundo a companhia, se aprovado pelos acionistas, este pagamento representaria um índice de distribuição de dividendos de 50% para o ano.
A generosa política de dividendos reflete a confiança da administração na solidez financeira da empresa. O compromisso de retornar metade dos lucros aos acionistas demonstra o equilíbrio entre recompensar investidores e manter recursos para investimentos futuros e expansão operacional.
Projeções para 2026 e perspectivas do setor
Para 2026, a Antofagasta reiterou suas projeções de produção de cobre, prevendo volumes entre 650.000 e 700.000 toneladas do metal. Esta orientação mantém-se alinhada com estimativas anteriores, sinalizando estabilidade nas operações da mineradora para o próximo ano.
As perspectivas otimistas da companhia ocorrem em um contexto de demanda global sustentada por cobre, especialmente impulsionada pela transição energética e eletrificação. O metal vermelho é considerado essencial para tecnologias de energia renovável, veículos elétricos e infraestrutura de rede elétrica, setores que continuam em expansão.
Contexto do mercado de cobre
O desempenho excepcional da Antofagasta acompanha um período de fundamentos sólidos no mercado de cobre. Os preços do metal têm se mantido em patamares elevados devido à combinação de oferta restrita e demanda crescente, especialmente de economias em processo de descarbonização.
Além disso, os créditos de subprodutos mencionados pela companhia incluem outros metais valiosos extraídos durante o processo de mineração de cobre, como ouro e molibdênio. Estes subprodutos representam uma fonte adicional significativa de receita para operações de mineração de cobre.
A aprovação do dividendo final proposto deverá ocorrer em assembleia de acionistas nas próximas semanas, embora a data exata ainda não tenha sido confirmada pela companhia. Enquanto isso, investidores e analistas do setor monitoram a evolução dos preços do cobre e possíveis impactos de políticas comerciais globais sobre as perspectivas da mineradora.









