O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), manifestou apoio público a Vinicius Jr. na terça-feira (18) após o jogador brasileiro acusar o argentino Gianluca Prestianni de racismo no futebol durante partida entre Real Madrid e Benfica pela Champions League. Em suas redes sociais, o magistrado enfatizou que racismo não se tolera dentro ou fora dos gramados.
A confusão ocorreu no segundo tempo do confronto europeu, quando Vinicius Jr. marcou o gol da vitória merengue e, em seguida, discutiu com Prestianni, que teria coberto a boca para insultar o brasileiro. O árbitro François Letexier acionou o protocolo antirracismo da Fifa ao cruzar os punhos, segundo procedimento estabelecido pela entidade.
Manifestação de Gilmar Mendes sobre racismo no futebol
Segundo Gilmar Mendes, “racismo não se tolera — no futebol ou fora dele”. O ministro completou afirmando que a conduta é inaceitável e não pode ser tratada com indiferença. Ele destacou que não é a primeira vez que Vini Jr. enfrenta situações de racismo, o que torna o episódio ainda mais grave.
O magistrado expressou solidariedade ao jogador brasileiro, descrevendo-o como um dos maiores talentos do país. Additionally, Mendes elogiou a coragem de Vinicius Jr. em denunciar os atos, afirmando que sua postura merece respeito e que não se pode normalizar o inaceitável.
Acusações e negativas no caso
De acordo com Mbappé, companheiro de Vinicius Jr. no Real Madrid, Prestianni teria chamado o brasileiro de “macaco” cinco vezes durante a partida. O jogador francês chegou a pedir publicamente o banimento do atleta argentino após as acusações de racismo.
However, Prestianni negou as acusações por meio de suas redes sociais. O argentino afirmou que em nenhum momento dirigiu insultos racistas a Vinicius Júnior e que o brasileiro teria interpretado mal o que acredita ter ouvido. Ele ainda lamentou as ameaças que recebeu de jogadores do Real Madrid.
Como funciona o protocolo antirracismo da Fifa
O protocolo antirracismo acionado durante a partida possui três etapas distintas. Na primeira fase, o árbitro observa ou recebe denúncias dos jogadores e decide se vai paralisar ou não a partida. Nesse momento, os telões dos estádios exibem mensagens relatando o incidente, acompanhadas do gestual do árbitro com aviso de possível suspensão.
Se os ataques de racismo persistirem após a primeira advertência, a arbitragem tem autonomia para cancelar definitivamente o jogo. Os árbitros possuem poder discricionário para analisar a situação e entender a dimensão dos fatos antes de tomar uma decisão final.
Todos os detalhes do incidente ficam registrados na súmula da partida. Consequently, os próximos passos e eventuais punições dependem da publicação oficial deste documento pelas autoridades competentes da competição.
Contexto de episódios anteriores
O caso reforça um padrão preocupante de ataques racistas contra Vinicius Jr. no futebol europeu. O jogador brasileiro já foi vítima de diversos episódios de racismo em estádios espanhóis, gerando repercussão internacional e debates sobre a efetividade das punições aplicadas.
Meanwhile, a manifestação de uma autoridade brasileira do porte de um ministro do STF amplia a dimensão política e social do caso. O apoio institucional demonstra que episódios de racismo no futebol transcendem o esporte e representam questões fundamentais de direitos humanos.
As próximas medidas dependem da análise da súmula pelo comitê disciplinar da UEFA e da eventual abertura de investigação formal contra Prestianni. Autoridades do futebol europeu ainda não confirmaram prazos para conclusão das apurações sobre o incidente.









