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25/Out/2013 - 02:05
Empresas denunciadas pela ‘CPI da Saúde’ continuam vendendo para a Prefeitura

Cassiano Ricardo

 

Duas empresas, de propriedade de sogro e genro, denunciadas pela “CPI da Saúde” da Câmara de Itapagipe em 2012, continuam “disputando” licitações entre si e vendendo para a Prefeitura de Itapagipe no atual mandato do prefeito Dirlei Barbosa (PSDB). O alerta foi dado pelo vereador Juliano Silva (PRB) ao usar a tribuna no final da reunião do dia 15/10.

 

De posse de relatórios da Controladoria Interna da administração municipal, disponíveis no site da Prefeitura (www.itapagipe.mg.gov.br), Juliano relatou que, até agosto (últimos dados disponíveis), as duas empresas já haviam recebido R$ 543.523,00 do Município.


As empresas em questão são a Cirúrgica Vitória Comércio de Medicamentos, com sede em Uchôa-SP, e a S.O.S Comércio de Medicamentos e Produtos Hospitalares, com sede em Potirendaba-SP.

 

A primeira é de propriedade de Gimenez Mateus Valença e a segunda está em nome de Ricardo Saldo, que é casado com uma filha de Gimenez.

 

Na época da CPI da Saúde, a empresa de Ricardo Saldo era a Cirúrgica Vida, que foi fechada. As duas respondem a processos judiciais acusadas de fraude em licitações. Não há condenações transitadas em julgado, porém.

 

A “CPI da Saúde” de Itapagipe apurou sobrepreço perto de 1000% em compras de equipamentos, materiais e medicamentos para a Secretaria Municipal de Saúde. Somados os pregões investigados, o prejuízo ao erário público chegaria a R$ 1 milhão.

 

Todos os documentos encontram-se, desde meados de 2012, com o Ministério Público Estadual, que ainda não se manifestou.

 

Depois não adianta falar que não sabia

“Muitas vezes as pessoas confundem o papel da oposição em um governo”, disse Juliano. “Nosso papel é apontar erros e propor soluções. Não fazemos críticas por fazer, mas para melhorar a administração e mostrar como atender melhor população”.


“Temos procurado, da melhor forma, conversar com o Executivo. Às vezes chegamos a um denominador comum, outras vezes, não”, ressaltou.

 

Juliano pediu atenção ao atual governo para não incorrer nos mesmos erros do passado. “Depois não adianta falar que não sabia”, avisou. “Porque se houver algum erro eu vou apontar; e quem dever vai ter que pagar”.