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23/Fev/2017 - 14:02
Fisioterapeuta itapagipense surpreende por talento como escultor em madeira

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C. Ricardo e Camila Martins
Algumas das peças produzidas por Gustavo

Fã de pesca amadora, o fisioterapeuta Gustavo Balduíno se via ocioso nos finais de semana em que o frio não favorecia a prática. Certo dia, sem ter o que fazer, pegou um pedaço de madeira e, raspa daqui, entalha dali, deu a ele o formato de um peixe. Isso há cerca de seis anos.

Algum tempo depois, a esposa Camila viu em uma loja uma borboleta decorativa e se encantou pela peça. Em vez de comprá-la, Gustavo disse que faria uma ainda melhor para ela. “Na verdade eu não gostei daquela borboleta. Por ser uma coisa para ser vendida, teria que ser mais bem acabada. Eu sabia que podia fazer melhor”. E fez! Apesar da desconfiança inicial da “patroa”.

 

A partir daí, Gustavo descobriu um novo hobby, além da pesca. Sempre que tinha um tempo livre, fosse num final de dia de trabalho ou num final de semana, “se não tivesse pescando”, Gustavo estava dando forma a algum pedaço de madeira. Seus temas preferidos são animais: peixes, aves, tatus, cobras, lagartos e, claro, borboletas, a paixão da esposa.

Gustavo não sabe quantas peças já produziu. Muitas foram doadas a amigos e parentes. Outras ele conserva em casa mesmo. Nunca vendeu nenhuma, nem tem essa pretensão. “As pessoas nunca vão entender a dificuldade que é imaginar o bicho, talhar a madeira, criar cada detalhe e não vão dar o valor que cada peça tem”, comenta Gustavo. A esposa concorda. “São peças únicas, ele nunca faz igual, para mim, é como se cada uma fosse um filho único. Como que vende?”, ela brinca.

 

O fisioterapeuta conta que não gosta de reproduzir fielmente os animais. “Eu prefiro criar do meu jeito, faço tipo uma caricatura deles”, explica. Apesar de dizer que não gosta de reproduzir as formas, Gustavo é absurdamente criterioso e paciente nos detalhes. As cobras, por exemplo, têm escamas desenhadas uma a uma com um instrumento parecido com uma broca de dentista.

De gosto excêntrico, ele conta que a maioria das peças que ele não gosta são as preferidas pelas outras pessoas. De suas criações, a que ele mais gosta é um “gavião” esculpido em ipê. Mas ele também é fã de corujas e peixes.

Pra forjar seus bichos, além de ipê, ele usa também cedro, cerejeira, bálsamo, jatobá e até aroeira, uma das madeiras mais duras e resistentes que existe. Até pé de sofá, nas mãos dele, vira arte. Um exemplo é um peixe (de boca aberta).

 

Além de esculpir a madeira, Gustavo também usa outras técnicas como colagens e pintura, e materiais alternativos como tecidos, couro, botões, ferro e borracha para decorar as peças.

 

Apesar de não vender, ele já expôs algumas peças na Casa da Cultura em Itapagipe e já presenteou alguns amigos. Na casa dos pais e na clínica do pai também há algumas criações suas.

Apesar de não fazer questão de mostrar seu talento, encomendas, inclusive de outras cidades, não faltam. “Vários amigos me pedem, ‘faz tal coisa assim pra mim’” conta. Um conhecido de Brasília, que trabalha com decoração e jardinagem, também já pediu algumas peças para revender na capital, mas Gustavo ainda não aceita encomendas. Pelo menos por enquanto.

 

Quem sabe no próximo inverno?


Quer ver mais esculturas produzidas por Gustavo? Clique no link abaixo
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